top of page

ARTista

Photo_Marly.jpg

Marly Aparecida desde pequena dedica-se ao desenho. Aos 7 anos ganhou seu primeiro prêmio em concurso escolar do Dia da Ave desenhando  um sabiá.
Mãe de duas filhas, reside e nasceu em Guaratinguetá, Terra das Garças Brancas e de Frei Galvão.
 
Católica, devota de Nossa Senhora Aparecida, a artista lhe rende homenagem com as Séries:
REAPARECIDA, MANTOS DA MÃE, EU NO MUSEU, NOSSA SENHORA ENTRE NÓS APARECIDA e  PARAIBA DO SUL RIO DAS GARÇAS E GRAÇ
AS.
 
Em 2000 faz sua primeira mostra individual no exterior com a Série BRASILEIRINHAS em Paris e em 2008 expõe em Sévres: BORDADURAS da Série VESTIDO e a Coleção CACTUS além de desenhos  exemplares compõem os acervos: Santuário Nacional de Aparecida e Embaixada do Brasil em Paris.

A Artista desenvolve AÇÕES CULTURAIS com a PALAVRA: em AZUL, ESCREVEDURAS, LETTERBOOK, ARTE DE GAVETA e FESTA SARAU de REIS. Em parceria com seu marido, Designer Gráfico Márcio Mathídios, fundamenta, conceitua, cria e desenvolve peças gráficas, produtos e serviços, especialmente NAMING.
 

Um trabalho de NAMING é como fazer a arquivologia de um nome.
Marly faz uma busca na origem, história e memórias daquele nome, vai descobrindo significados e com intuição artística e inteligência plástica desdobra simbologias. 
 
A partir desse acervo de informações a logomarca é criada com inusitada propriedade e beleza!!
Da gastronomia à construção civil, de clínicas à moda, da intimidade de uma festa ao compartilhado de um hotel, um NAMING pode ainda gerar um pattern, uma padronagem  para compor desde papelarias à ambientes,  personalizar roupa à peças de marketing, imprimindo um original entusiasmo em uma marca e negócio.
 
Em família lança a marca ÓBREAZIL e inaugura sua inserção no ambiente virtual: o ateliê sem paredes!

Portfólio

Caixa_edited.jpg

VESTIDO 

 

 

GÊNESE 

Minha vó Honorata fazia nossos vestidos.

Não precisava tirar nossas medidas,

tinha nossos corpos de cabeça.

Um dia ela me deu uma caixa de costura:

vários paninhos e uma tesoura.

Eu nunca aprendi a costurar.

Hoje a caixa guarda papéis. 

Eu só poderia criar VESTIDOS com papéis.

1-Recorte_Revista_edited_edited.jpg

VESTIDO

 

A SÉRIE VESTIDO 

Começa com uma investigação plástica e visual de uma fotografia, um recorte de revista: era um vestido de uma menina que parecia estar correndo na praia.

A imagem cortada nos lados, sem rosto, sem os braços apenas apresentava o que vestia: um vestido.

Ali começava um longo trabalho sobre esse objeto tão encantador: o VESTIDO

 

Frase 

"Um vestido faz parte de todos nós,

lá na infância, entre as pernas de nossas mães,

eles eram nossas cortinas, nossos lenços e esconderijos."

Módulo criado

a partir das saturação

de preto da fotografia:

MENINA com VESTIDO

2-Modulo_Menina_Vestido.jpeg
3-Saturação do módulo.jpg
4-Rebatimento_edited.jpg
5-Rebatimento Vazado.jpg

Horizontalidade do módulo MENINA com VESTIDO

Módulo criado a partir das fotografia da Meninas com Vestido

DESDOBRAMENTOS

 

ORIGEM DO VESTIDO

A origem do VESTIDO está na Pré História quando a mulher observando que os vegetais germinavam, criou a partir

de suas vestes, algo para aparar e carregar grãos,

assim nasceu o vestido: como ferramenta de colheita.

 

COLEÇÃO VENUS

Como personagem desse momento da Série escolhi uma Estatueta Paleolítica, a Vênus: para a COLEÇÃO MADAME

Símbolo do amor e beleza, a Vênus se apresenta vestida com clássicos da moda: Pied de Poule, Poá, Chita, Anos 70 e Tigresa.

1- Desdobramentos.jpg
2- Rebatimento Horizontal Modulos.jpg
3- Deslocamento.jpg

Horizontalidade do módulo MENINA com VESTIDO – Módulo criado a partir das fotografia da Meninas com Vestido

4-Imagem.jpg
5-Imagem.jpg

Quando se obtém uma figura conclusiva dos estudos: a figura de uma árvore que resgata o nascimento do vestido que foi criado como ferramenta de trabalho na colheita de grãos.

6-Imagem.jpg
imagem3.jpg
imagem1.jpg
imagem2.jpg
imagem4.jpg
imagem5.jpg

Assim se dá a Coleção: VENUS VESTIDA

imagem6.jpg
imagem7.jpg

Coleção: VENUS VESTIDA: PIED de POULE

Coleção: VENUS VESTIDA: PETIT POÁ

VESTIDO

 

BORDADURAS 

Suporte de Arte para as mulheres.

Domingo. 1:20

Todos dormem.

e eu aqui pensando em vestidos.

Pensei nas aulas de Trabalhos Manuais do Ginásio.

Fiz roupinhas de bebê. Enquanto todos bordavam,

meu lençolzinho foi pintado.

A cena da pastorinha ficou tão boa que a professora

achou que tinha sido feita por minha mãe.

Minhas filhas dormiram nele.

Peguei os grandes cadernos de riscos.

 

Como eram chamados os cadernos com desenhos para roupinhas de bebê.

Riscos. Essa palavra me provoca. Comecei a copiar no rolo de papel manteiga que achei alí na cozinha.

Fui copiando, copiando, revisitando... O papel ia caindo lá no chão, desenrolando...

Acreditando que a exaustão daquele fazer me apresentaria resultados.

Pensava nas mulheres bordando tudo aquilo: petalazinhas, cabinhos, raminhos de tantos ramalhetes e ramificações,

sem falar dos franzidos, do preguiado, dos tipos de pontos e da quantidade de pontos.

Tudo naquele tecido finíssimo, feito de uma trama minúscula, quase inexistente.

Eu copiava aquele copioso detalhamento e pensava nelas.

Copiava e copiava como se meu gesto sincronizasse aqueles gestos há muito...

Copiava seguindo com minha linha a linha da agulha.

Meu lápis perseguia a agulha.

São tão doces as imagens construídas levemente ponto a ponto, sem tensão na sua fisicidade.

A exaustão do fazer é que tensionaram meu pensamento e me deram finalmente um resultado.

 

Desenhando desenhando... Revisitando revisitando 

Todas aquelas roupinhas, e vestidinhos... Quanta história da Arte dobrada em gavetas, se apagando a ferro e sabão,

e rasgando e puindo e sumindo com os anos.

Quantos Leonardos femininos fechados nos riscos, contidos nos volteios e arabescos?

Quantos traços comidos pelas traças.

Quantas  Angelas  e sistinas dizimadas em pequenas capelas sem apelos, soltas e solitárias, nas enormes casas, ricas,

riscadas da história copiando copiosos riscos,era porque estava ali sua tela e nela rodava saias e cantigas novas e antigas.

Era uma vez ela: e a tela seu VESTIDO.

Copiava, copiava, até entender que o vestido foi o primeiro suporte de arte da mulher.

imagem2.jpg

Dessa inserçao surge a COLEÇÃO BORDADURAS,

quando com a mesma atitude gráfica de um lápis vou desenhando com a agulha sobre o tecido sem receitas e regras do bordado e naturalmente e inusitadamente algumas BORDADURAS resgatam os pontos que minha avó bordava lá na minha infânçia.

As BORDADURAS trazem a origem do vestido entre grãos e plantações.

Agora a personagem é uma mulher com traduçao  rudimentar sem preciosismos,

revelando o VESTIDO apenas como instrumento de trabalho, uma mulher que ainda não veste esteticamente, por isso está com uma venda nos olhos.

FIQUE POR DENTRO! Faça parte da nossa lista de emails.

Fornecendo seu email você receberá notícias atualizadas com novos trabalhos e ofertas.

Você também pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

SOBRE NÓS / CONTATO

©️ 2025 Marly Bolina – Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total das obras.

bottom of page